Ingestão de Óleos Essenciais: pode tomar óleo essencial?

Ingestão de Óleos Essenciais: pode tomar óleo essencial?

Publicado por: Keila Publicado: 27/08/2021 Visitas: 227 Comentários: 0

A ingestão de óleos essenciais é um tema muito polêmico e debatido no meio da aromaterapia, tanto pelos profissionais, como pelas empresas e seus consumidores.


Os argumentos são diversos de todos os lados e, infelizmente, há muitas receitas e indicações incorretas circulando na internet. Porém, contra fatos não há argumentos: existem normas da ANVISA que devem ser seguidas, além de pesquisas científicas e casos que comprovam os perigos de tomar óleo essencial.


Pode tomar óleo essencial?

Não é seguro ingerir óleos essenciais sem a prescrição e acompanhamento de um aromaterapeuta certificado ou profissional da saúde.


Apenas profissionais capacitados podem indicar a ingestão de óleos essenciais, sempre com receita da quantidade exata da dose, além de sugerir opções de OEs de alta qualidade e acompanhar como o paciente tem reagido aos óleos essenciais que foram medicados.


O perigo de ingerir óleos essenciais

Óleos Essenciais são altamente concentrados. Um bom Óleo Essencial é puro, feito de um único ingrediente que é o óleo extraído e destilado a vapor de uma planta natural.


Ingerir óleos essenciais pode levar a casos de intoxicação. Uma única gota de Óleo Essencial equivale a cerca de 25 xícaras de chá da planta.




Para se ter uma ideia, a quantidade máxima de chá recomendada por dia são cerca de três xícaras, sem exagero, pois o excesso pode ser nocivo. 


Por isso, muito cuidado com as receitas que são divulgadas na internet e com ingestão de óleos essenciais sem análise de caso e orientação profissional.


Cada caso é um caso e apenas profissionais capacitados têm a permissão de indicar a ingestão de OEs.


Nenhuma indústria cosmética pode indicar o uso interno de seus Óleos Essenciais, segundo a legislação da ANVISA. 


Nos EUA, empresas de Óleos Essenciais são investigadas por supostamente colocarem a vida dos consumidores em risco ao indicar a ingestão de OEs

A regra de que empresas que comercializam óleos essenciais não podem indicar a ingestão também é válida nos Estados Unidos. 


No episódio 01 “Óleos Essenciais” da série documental “Indústria da Cura” (em inglês, “[Un]Weel”) é possível assistir a casos graves de reação em pessoas que ingeriram OEs por indicação. A série está disponível na Netflix e mostra algumas empresas que estão sendo investigadas por supostamente indicarem a ingestão de OEs e ainda realizarem esquema de pirâmide na venda.


O documentário é uma excelente indicação para quem se interessa por aromaterapia, serve como alerta para um uso seguro de OEs e permite que os consumidores evitem marcas que podem ser irresponsáveis, pois embora sejam empresas com sede nos Estados Unidos, também comercializam em outros países como o Brasil.


Como usar óleos essenciais?

Os óleos essenciais podem ser usados de diferentes maneiras, como:


  • Em difusores elétricos de ambiente;

  • Difusores pessoais, como colares;

  • No travesseiro;

  • Na roupa;

  • No box do chuveiro durante o banho para que o vapor faça o óleo essencial exalar;

  • Diluído em cremes, óleos vegetais, máscara de argila, shampoos ou condicionadores, entre outros cosméticos neutros ou naturais.


Recomendações ao usar óleos essenciais


Não é recomendado aplicar óleo essencial diretamente na pele. Em alguns casos, é possível aplicar uma ou duas gotas de OEs na mão, friccioná-las e sentir o aroma, mas não deve expor a pele ao Sol após aplicar óleos essenciais, pois pode manchar ou queimar a pele.


A ingestão de óleo essencial não é recomendada, apenas se um profissional da saúde ou aromaterapeuta certificado prescrever e acompanhar o caso.


Para qualquer tipo de uso de óleo essencial, é recomendado sempre consultar um aromaterapeuta certificado ou profissional da saúde.


Como saber se um óleo essencial é bom?

Para identificar um óleo essencial de alta qualidade procure características como:


  • Composição de apenas um único ingrediente;

  • Certificação de órgão reconhecidos;

  • Prefira empresas transparentes e responsáveis.


Composição de apenas um único ingrediente:

O óleo essencial precisa ser puro, então o único componente deve ser o óleo extraído da planta.


Por exemplo, um óleo essencial de lavanda deve ter como ingrediente o óleo essencial da lavanda (Lavandula angustifolia Essential Oil).


Certificação de órgão reconhecidos

A certificação de órgãos reconhecidos não é obrigatória, mas quando há aponta que o produto é bom, pois significa que ele passou por uma série de pesquisas, avaliações e aprovações do órgão certificador, isso ajuda a garantir que o óleo essencial é seguro e de alta qualidade.


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Órgãos como o IBD, o maior certificador de ingredientes naturais da América Lativa, certificam que o ingrediente do produto é realmente natural. No caso de óleos essenciais que possuem o selo IBD são óleos puros gerados de uma matéria-prima de qualidade.


Prefira empresas transparentes e responsáveis

Sempre que possível, pesquise sobre a empresa que produz e comercializa os produtos que você está comprando.


Opte por empresas que são responsáveis na divulgação de informações, se preocupam com seus consumidores e são transparentes em todos os processos - desde a relação com o produtor que fornece a matéria-prima até o atendimento para o cliente final. 


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